Mil Quilómetros Pelos Caminhos de Santiago

“Mil Quilómetros Pelos Caminhos de Santiago”, com 333 fotografias inéditas de França, Espanha e Portugal, em 140 páginas e formato A4, relata, na primeira pessoa, as aventuras e desventuras, as emoções e sentimentos, as dúvidas e certezas, as dores e fragilidades, as alegrias e prazeres, a fé e as descrenças de um conjunto heterogéneo de pessoas que peregrinaram por vários e diferentes Caminhos (português, Finisterra, primitivo e francês…).



ISBN: 978-989-97162-8-5

Tiragem: 300 unidades

Edição: 2014

Coordenador: Custódio Oliveira

Prefácio: Carlos Rico

Editora: omnisinal, edições

Disponibilidade: Em stock

Portes de envio: 4,20€ (via correio verde)


 

Foi nos Caminhos de Santiago que redescobri o prazer do tempo medido em passos lentos, relógio sem ponteiros que nos permite ver o mundo para lá do tangível e nos convida a viajar no interior de nós próprios.

Uma jornada que se repete e renova ao longo de séculos de história, narrada nos passos de milhões de peregrinos cujo rasto, gravado nas pedras, nos revela muito daquilo que é hoje a geografia huma- na da Europa.

Uma viagem feita de solidariedade e afectos, como veremos neste livro. Carlos Rico



Sinopse
O PERIGO MAIOR DOS CAMINHOS


A velocidade faz parte das nossas vidas. É um elemento chave da sociedade atual. Peregrinar pelos Caminhos de Santiago é pôr em causa a pressa, a velocidade, o passar pelas coisas, pelas pessoas, pela natureza sem ter tempo para ver com olhos de ver.

Fazer os Caminhos é contemplar e sentir o que nos rodeia ao ritmo de quem anda a pé. Contem- plar que pressupõe tempo para admirar, pensar e meditar.

Nos Caminhos vemos o pormenor da flor silves- tre que já conhecíamos, mas nunca tínhamos vis- to. Vislumbramos o horizonte que sempre teve as cores que agora nos surpreendem e que antes não víamos. Reparamos nos cumes das montanhas, que parece que só agora existem. Ouvimos a música dos pássaros que agora são belas melodias e encantam a alma. Falamos, revelamo-nos com as nossas angústias, convicções, alegrias e tristezas com quem caminha ao nosso ritmo, que ouve e retribui na mesma atitude.

Nos Caminhos superamos as fragilidades dos pés e das pernas. Quando parece que já não podemos mais, verificamos depois que estivemos longe dos nossos limites.

Nos Caminhos somos alguém igual a todos os que caminham. Igualdade que se sente e partilha nas dores, nas alegrias, nas dúvidas e nas certezas. Afinal os objetivos são semelhantes e os passos de cada um são iguais a cada qual.

Nos dias antes de partir, os que o confessam dizem sentir uma elevada ansiedade para dar os primeiros passos.

Onde está então perigo maior dos Caminhos?

A resposta é simples: - quem vai uma vez, por regra, fica apanhado e depois quer ir sempre.

Os Caminhos viciam!

Coordenador Custódio Oliveira
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