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meuParlamento venceu o prémio "Arquivo.pt 2019"

14 de julho de 2019
meuParlamento
Chama-se meuParlamento e é uma espécie de Tinder — mas, em vez de juntar o par perfeito, indica o partido político que mais se assemelha às escolhas do utilizador.
O investigador científico dos Açores Nuno Moniz venceu o prémio "Arquivo.pt 2019" com uma aplicação móvel que promove a proximidade com a Assembleia da República e visa combater o abstencionismo dos cidadãos.

Nuno Moniz, de 31 anos, natural da ilha do Faial, desenvolveu a ideia com Arian Pasquali – tal como ele, investigadora do instituto INESC TEC – e com Tomás Amaro, engenheiro de ‘software’ na Hostelworld.

Em declarações à Lusa, o açoriano explica que a ideia nasceu de um diálogo entre os três sobre “como se poderia utilizar as novas tecnologias para as pessoas terem uma ligação mais direta ao parlamento”.

O investigador e docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto refere que a aplicação (meuparlamento.pt), considerada inovadora, pode ter um “impacto enorme na redução da distância entre cidadãos e representantes”, por permitir “ter conhecimento do que está a ser decidido em matérias que têm impacto na vida das pessoas”.

Atualmente, a aplicação “explora a parte da memória” através de propostas que foram apresentadas e votadas na Assembleia da República desde 2011 até finais de 2017, mas no futuro pretende-se que funcione em tempo real.

“O cenário ideal seria, por exemplo, ao almoço o utilizador receber uma notificação com as propostas que serão votadas no parlamento e, quando estas tiverem lugar, receber uma nova notificação com os resultados”, explica o investigador.

 

 

Com esta aplicação ambiciona-se “mudar a maneira como as pessoas lidam com o parlamento e com o que é decidido sobre as suas vidas”, o que revela um “poder imenso para a democracia como para os cidadãos, que ficam mais informados”.

“Acho que fica claro quando se tem níveis de abstenção de cerca de 40% nas legislativas e 70% nas europeias que existe um divórcio e sensação de ausência de representação, que é real, sendo que negar isso é absurdo”, considera, para ressalvar que é necessário “pensar novas maneiras do funcionamento da democracia”.

Nuno Moniz afirma que a aplicação “funciona de uma forma muito simples, bastando um minuto e três gestos para que os utilizadores sejam convidados a pronunciarem-se sobre como votariam dez propostas legislativas que estiveram em apreciação parlamentar desde 2011 e que foram escolhidas aleatoriamente”.

O professor universitário refere que no final de dez questões os utilizadores “ficam a saber quais os partidos que votaram de maneira mais semelhante à sua”, apresentando-se também “informação detalhada sobre cada proposta”.

Fonte: Lusa

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