10 anos para a IA «matar» a humanidade?
Investigadores apontam para surgimento de uma superinteligência que ameaça a existência humana
10 de setembro, 2026

Imagem gerada por IA
Jacob Coxon demitiu-se da Anthropic, esta terça-feira, depois de três anos ao serviço das investigações de pré-treino, entre a OpenAI e a Anthropic.
De acordo com a publicação do investigador britânico, de 27 anos, na rede X, «Nenhuma das empresas está a agir de forma responsável. Estão a correr diretamente rumo a uma superinteligência que se auto-aperfeiçoa e a apostar com as nossas vidas». E acrescentou que os sistemas de inteligência artificial poderão, em breve, ser capazes de «hackear qualquer coisa» e adquirir poder e recursos reais.
«Muitas pessoas dentro das empresas de IA acreditam sinceramente que a tecnologia pode matar toda a humanidade até ao final da década» foi mais uma das declarações de Coxon, ao qual se junta Evan Hubinger, responsável pela equipa de investigação «ciência de alinhamento» da Anthropic, que concorda com as afirmações prestadas e estima, numa probabilidade superior a 10%, que a IA irá causar danos na existência humana, na próxima década. Hubinger lidera a equipa que estuda e desenvolve métodos para garantir que os modelos de IA se comportam de acordo com as intenções e os valores humanos, mas admite que a empresa «ainda não tem um plano» para o alinhamento desta superinteligência.
Recorde-se que, no final de agosto, o ensaio conduzido por Bill Gates, publicado no Gatesnotes, indica alguns riscos da IA, tais como a perda de empregos, o uso criminoso e os efeitos no desenvolvimento infantil. O fundador da Microsoft faz ainda críticas à autorregulação das Big Tech. A Comissão Europeia avançou com a fase de aplicação de regras de transparência para chatbots e conteúdos gerados por IA, há pouco mais de um mês, designadamente a fiscalização de modelos de uso geral.
«Muitas pessoas dentro das empresas de IA acreditam sinceramente que a tecnologia pode matar toda a humanidade até ao final da década» foi mais uma das declarações de Coxon, ao qual se junta Evan Hubinger, responsável pela equipa de investigação «ciência de alinhamento» da Anthropic, que concorda com as afirmações prestadas e estima, numa probabilidade superior a 10%, que a IA irá causar danos na existência humana, na próxima década. Hubinger lidera a equipa que estuda e desenvolve métodos para garantir que os modelos de IA se comportam de acordo com as intenções e os valores humanos, mas admite que a empresa «ainda não tem um plano» para o alinhamento desta superinteligência.
Recorde-se que, no final de agosto, o ensaio conduzido por Bill Gates, publicado no Gatesnotes, indica alguns riscos da IA, tais como a perda de empregos, o uso criminoso e os efeitos no desenvolvimento infantil. O fundador da Microsoft faz ainda críticas à autorregulação das Big Tech. A Comissão Europeia avançou com a fase de aplicação de regras de transparência para chatbots e conteúdos gerados por IA, há pouco mais de um mês, designadamente a fiscalização de modelos de uso geral.
