Notícia

Covid-19 cria uma nova era do trabalho e vida remota

Surto do coronavírus Covid-19

13 de março de 2020
Nova era do trabalho e vida remota
Vaga desencadeada pelo surto do coronavírus Covid19 está a exponenciar negócios, reduzir emissões e deverá massificar o trabalho remoto, mas há cuidados importantes a ter. Nada será como dantes, inclusive em Portugal.
 

Em Portugal há já escolas fechadas por precaução e a Direção-Geral de Saúde e o governo recomendam o teletrabalho e que se evite encher os hospitais (é preferível usar a Linha SNS24). A nível global existem milhões de pessoas em quarentena e a tecnologia será fundamental para facilitar esta vida em casa que empresas como a Xerox Portugal, Worten ou Farfetch já permitem aos funcionários. Não é, assim, surpreendente que as ações em bolsa de empresas com soluções online para o teletrabalho como Zoom (para videoconferências) ou Slack (comunicação entre equipas) estejam a crescer vertiginosamente. Mas não é só no teletrabalho. As pessoas vão ficar mais em casa daí que a Amazon (encomendas online) e a Netflix (streaming vídeo) cresçam em bolsa – a Netflix subiu 18,6% esta semana. Gonçalo Hall é um dos organizadores da conferência Nómada Digital (a 14 de abril) e consultor nesta área de trabalho remoto. Está a trabalhar com três empresas nacionais neste momento e diz-nos que tem tido um grande aumento na procura, “mas mais a nível internacional, da Alemanha, a Itália e EUA”. “Em Portugal sinto que as empresas ainda não têm noção que poderão ter de fechar os escritórios”, admite. Um dos maiores problemas no país “é a comunicação”, já que várias empresas têm processos baseados mais na oralidade e no email, com poucos processos online”. Há muitas ferramentas para o teletrabalho mas torna-se “fundamental ter softwares menos óbvios como o Asana ou o Trello para definir tarefas, deadlines e responsáveis por cada tarefa”, diz. Hall adianta que o processo feito nas empresas para implementar o teletrabalho é de 4 a 6 semanas, “mas pode ser feito em 3 dias ou até 24h em caso de emergência”. Pedro Moura, responsável da startup portuguesa Landing Jobs – plataforma de recrutamento online – admite que o trabalho remote friendly é uma tendência que se vai solidificar agora. Um estudo da empresa revela:“80%dos profissionais de tecnologias de informação em Portugal estão preparados e desejam essa solução”.

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